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MEC pede disponibilidade de novos espaços para permanência do IFC em Abelardo Luz

Pedido foi pauta de audiência em Brasilia e repassado aos vereadores em reunião nesta quarta-feira, 31.

31/07/2019 às 18h51
Atualizada em 05/08/2019 - 08h28

O prefeito Wilamir Cavassini se reuniu com os vereadores, na manhã desta quarta-feira (31), no Centro Administrativo Municipal, para repassar informações sobre a audiência com representantes da Secretaria Especial de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, na última semana durante a viagem oficial à Brasília, onde defendeu a permanência do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Abelardo Luz.

A reunião contou com presença do diretor do Campus do IFC de Abelardo Luz, Everton Cavalheiro; da presidente do Conselho Municipal de Educação, Charlene Pereira; da secretária municipal de Educação, Eliane Cantele; além de outros secretários. Do Poder Legislativo, além da presidente Queila Cristina Barreta, participaram os vereadores Carlos de Sennes Pinto, Tiago Kosinski, Carla Kleinebing, Fabrício Zorzi, Selvino Pereira e Isabel Jesus de Andrade, além dos suplentes Ademar Costa e Otílio da Câmara.

Cavassini informou que a audiência em Brasília foi agendada após receber ofício do Ministério da Educação, no qual são apontados vários problemas na infraestrutura do atual Campus pela Comissão de Supervisão Administrativa do próprio MEC, que realizou visita inloco às dependências do referido campus.

“Ao concluir seus trabalhos a comissão elaborou Relatório Final em que registra, dentre outros, a precariedade na estrutura do Campus, com destaque para os alojamentos estudantis, inexistência de aviário, leitaria, pocilga, plantios, falta de água potável para consumo higienização; ausência/inadequação do corpo técnico para acompanhamento dos alojados, o que inviabiliza sua permanência na atual localidade”, diz o documento enviado ao Município.

SOLICITAÇÃO DE NOVOS ESPAÇOS

Como alternativa para manutenção do IFC em Abelardo Luz, o MEC por meio do ofício solicitou ao Município a disponibilidade de uma unidade escolar, justificando que atual estrutura não estaria comportando todas as necessidades para seu funcionamento, além das dificuldades de acesso, que não é pavimentado; e da ausência da dominialidade do Campus, entre outros problemas. No documento, o MEC pede que o espaço disponibilizado tenha no mínimo nove salas de aula e que permita atender 400 alunos para ofertar os cursos de Educação Profissional e Tecnológica, além de quadra poliesportiva, auditório, biblioteca, refeitório, dormitórios e área com possibilidade de práticas agrícolas e pecuárias.

Diante da situação, Cavassini ressaltou que, durante a viagem à Brasilia, a Administração Municipal oficializou sugestão ao MEC a proposta de cedência de mais dois locais para funcionamento da instituição: a Escola Laury Luiz Deon (cidade) e a Escola Hildo Bernardino Goulart (Alegre do Marco). Segundo o prefeito, uma comissão deve vir ao município para averiguação dos espaços oferecidos, bem como conferir as melhorias já realizadas na atual sede do Campus.

O prefeito reforçou que é preciso ter consenso na comunidade abelardense e defendeu a união de todos os segmentos sociais, políticos e econômicos para somar forças na luta pela permanência da instituição de ensino no município.

“Fomos convocados à Brasília e lá comparecemos onde levamos o pedido para que o Instituto Federal permaneça em Abelardo Luz. Oferecemos, além de onde já se encontra, as estruturas das escolas Laury Deon e da escola Alegre do Marco para que eles venham a avaliem as possibilidades de usar esses dois estabelecimentos. Também fomos ao Incra para tratarmos sobre as melhorias de acesso. Estamos trabalhando para que isso seja resolvido e acredito que vamos chegar em uma conciliação. O IFC foi uma conquista lá do Movimento (MST), mas agora precisamos juntar todas as forças, independente das forças políticas, religiosas e financeiras. Todos pensarmos em um só objetivo: o instituto permanecer em Abelardo Luz. Todas as lideranças falar o mesmo linguajar: defender o IFC para Abelardo Luz. Seja ele parte lá (Assentamento José Maria) e outra parte aqui na cidade ou lá no Alegre do Marco. O que nós defendemos é que a parte técnica agrícola permaneça lá onde está com algumas melhorias, por que já tem toda uma estrutura montada, mas será o pessoal de Brasília que dará a palavra final”, afirmou Cavassini.

IFC Campus Abelardo Luz

O Instituto Federal Catarinense (IFC) - Campus Avançado de Abelardo Luz foi criado pelo Ministério da Educação através da portaria nº 27 de 21 de janeiro de 2015. Tem sua sede localizada no Assentamento José Maria, a cerca de 30 km da cidade, onde oferece cursos técnicos, graduação e pós-graduação, funcionando em espaços públicos cedidos pelo município.

Atualmente é vinculado a reitoria do Instituto Federal Catarinense de Concórdia e conta com um total de 159 alunos. O quadro docente é formado por 19 professores, além de 11 técnicos-administrativos. Possui em andamento turmas nos cursos de Técnico Agrícola, Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, Graduação em Pedagogia, Pós Graduação em Educação no Campo e PROEJA.

O diretor geral do Campus, Everton Cavalheiro, disse que várias melhorias já foram feitas na infraestrutura desde que assumiu a direção em abril deste ano. Segundo ele, todos os esforços estão sendo feitos para que a instituição se consolide no município e atenda mais estudantes.

“Saio bastante satisfeito desta reunião pois fortalece o nosso sentimento enquanto gestão do Campus que é de consolidação da marca IFC no município de Abelardo Luz. Isso demonstra mais uma vez também a boa vontade da Administração Municipal com o Campus. Há uma vontade grande de que ele permaneça no município, algo que já tínhamos observado desde que começamos os contatos com o prefeito Wilamir Cavassini no início de abril que foi quando começamos a desenvolver as atividades como diretor Campus”, relatou Cavalheiro.

O vereador e médico veterinário da Secretaria Municipal de Agricultura, Carlos de Sennes Pinto, que participou da audiência junto com o prefeito na Capital Federal, reforçou que o único objetivo neste momento é garantir com que o IFC fique no município.

“O município foi provocado a ceder um lugar, a achar uma alternativa e ofereceu. Agora tudo depende do MEC que deve vir para cá e vai fazer uma reanálise se aceita ou não o local. Isso interessa para toda a região. O que foi definido aqui é que todos falem a mesma coisa. O que não queremos é perder o Instituto Federal. Temos 19 professores doutores que estão aqui. Imagine a riqueza que temos na área da educação para os nossos munícipes. Por isso, a briga de todo mundo é de que fique no município, que se faça as melhorias e que seja beneficiada toda a região. É isso que importa para o município “, defendeu Carlos.

Fonte: Asscom Prefeitura Abelardo Luz



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